As ideias nos levam longe
separam nós de nós
o eu do eu
quem fui não já sei
mas quem sabe quem sou
a noite que não termina
o vinho que cessa
os cigarros que queimam
sua porta a voz
que distancia
fico só vigilante
amplia-se o horizonte
e me faz viver o tudo
mesmo que seja
no instante
morrer de faltura
TECLADOS ENFARPADOS
....Uma mistura de signos em prosa poética-filosófica, descritiva e sensorial.
domingo, 20 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
O caminho do desassossego
No caminho do desassossego
vou ao encontro do eterno finito
sou um espírito diluído
eu sou da parte do desapego
minha fala não tem endereço
meu sorriso teima em não ser lembrança
mas de vez em quando eu ainda resisto
na poeira dessa dança
vou ao encontro do eterno finito
sou um espírito diluído
eu sou da parte do desapego
minha fala não tem endereço
meu sorriso teima em não ser lembrança
mas de vez em quando eu ainda resisto
na poeira dessa dança
quarta-feira, 9 de maio de 2012
A rosa era dos ventos
A rosa dos ventos perdeu o hífen,
ficou cor, virou rosa
e quem libertou-se foi o vento
que soprou as suas pétalas
para longe
no ar
e na poeira do pensamento
ficou cor, virou rosa
e quem libertou-se foi o vento
que soprou as suas pétalas
para longe
no ar
e na poeira do pensamento
sábado, 31 de março de 2012
Pedidos de cabeceira
Então meu amor
venha logo, venha de mansinho
mas sem flores, nem espinhos
traga para mim o mais caloroso vinho
junte com os livros do Foucault
aquele sapato que esqueci
por alí no corredor
e um outro travesseiro
para eu abraçar quando você se for
venha logo, venha de mansinho
mas sem flores, nem espinhos
traga para mim o mais caloroso vinho
junte com os livros do Foucault
aquele sapato que esqueci
por alí no corredor
e um outro travesseiro
para eu abraçar quando você se for
sexta-feira, 30 de março de 2012
Outro lugar
"E as únicas pessoas que me interessam são os loucos, os loucos pela vida, os loucos por falar. E quem quiser desfrutar de tudo isso ao mesmo tempo, que jamais descanse ou diga que um lugar é simples. Mas que queime, queime, queime, como uma vela no meio da noite."
Jack Kerouac
sábado, 24 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Poema do desencanto
Certa vez ela esfregou os pés na areia
para escrever com luzes verdes
o amor em fragmentos
mas despertou com um tom amargo
engolindo as vestes da poesia
desnudas suas lágrimas anunciaram
uma noite em desencanto
para o adeus a nostalgia
para escrever com luzes verdes
o amor em fragmentos
mas despertou com um tom amargo
engolindo as vestes da poesia
desnudas suas lágrimas anunciaram
uma noite em desencanto
para o adeus a nostalgia
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